terça-feira, março 15

Rolling Stone fala de Femme Fatale.



“Britney Spears é a vanguardista não reconhecida da música pop.
 Por anos, os críticos a rejeitaram 
como sendo um ritmo com pouca voz.
 Do momento que surgiu em cena — anunciada pelos acordes de 
Baby One More Time — sua música de pop-chiclete foi guiada 
para um território estranho e ousado.
 Toxic foi uma mistura de
 Bollywood com sons de guitarra de filmes de espionagem; 
Piece of Me foi um relato do infame abuso dos tabloides do
 século 21 influenciado por ritmos dos clubes do século 22.
 E então temos este ano Hold It Against Me, que se dissolve
 em um furioso breakdown de dubstep — é facilmente a batida 
mais agressiva do Hot 100, no momento.

Femme Fatale deve ser o melhor álbum de Britney; 
certamente é o mais estranho. Conceitualmente 
é simples e certo: um CD para festas com muito
 sexo e melancolia.
 Max Martin e Dr. Luke, os dois maiores hitmakers globais,
 são responsáveis por sete das 12 faixas: grandes melodias
 e maior influência da Eurodisco. Mas os outros 
produtores vão à loucura. A faixa produzida por
 Bloodshy, How I Roll, chama atenção por ser um
 trecho estranhamente bonito. Em Big Fat Bass, 
Will.I.Am transforma Britney em um 
Cyborg obcecado por algo a mais. 
(“The Bass is Getting Bigger”, expressa Britney). 
Em quase todas as faixas, a voz de Britney está 
mixada, processada e robotizada. Talvez porque
 ela não tenha muita voz; Certamente isto se 
deve ao fato de que para ela, mais do que qualquer outra
 diva pop, é algo simples. Femme Fatale? Nem tanto. 
Mas diga isso sobre Britney: Ela é uma aventureira.” — Jody Rosen.


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